terça-feira, 9 de agosto de 2011

Entrevista: O Celibato na vocação Discípulos da Mãe de Deus

Isabelle de Maria, é membro da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus desde 2008, em 2010 entrou oficialmente para a comunidade de vida, renunciando aos projetos pessoais para ofertar sua vida inteiramente na vocação. Abraçando o celibato na mesma época hoje busca viver como Discípula da Mãe de Deus o amor indiviso a Deus pelo Reino dos Céus.
 
 
1 – Quando você sentiu o desejo de viver a sua vocação na Igreja?
Isabelle: Com a graça de Deus eu fui educada com bases profundas de doação e serviço a Deus na Igreja, principalmente incentivada por minha mãe. Desde criança servir a Deus era essencial e nunca foi uma obrigação, sim uma alegria. No início de minha adolescência senti um forte chamado a uma vida de maior intimidade com Deus, porém não tinha maturidade para entender o chamado.
Aos 18 anos, por ocasião de uma romaria, senti-me amada por Deus de uma forma que nunca havia experimentado. Após voltar dessa viagem busquei viver esse amor, conheci a Consagração a Jesus por Maria Santíssima e consagrei-me. Porém, por um tempo desviei meu coração da vontade de Deus e me afastei do Senhor, mas a vocação que Jesus tinha infundido desde toda a eternidade em minha alma e a Consagração a Virgem Maria foram fundamentais para que se manifestasse o senhorio de Jesus e Sua Mãe Santíssima em minha vida.
Após conhecer a Fraternidade e começar a servir ao Senhor nela, meus olhos passaram a enxergar mais claramente, meus ouvidos começaram a escutar com nitidez e meu coração abriu-se ao meu chamado, e então eu não podia conter-me em dar apenas parte do meu tempo e de minhas forças, eu queria dar tudo. Então entrei para a comunidade de vida e comecei logo após, com as bênçãos do Carisma, a caminhar para a Consagração Celibatária por amor a Deus e em vista do reino dos Céus. 

2 – Como você faz para se tornar modelo para os outros na sua vocação?
A nossa palavra de fundação nos pede que tornemo-nos modelo para os fiéis, então testemunhar com a vida é chamado de todos que caminham na Fraternidade. A doação plena na Missão e a vivência radical dos votos e compromissos assumidos é essencial para edificação do próximo, pois pede Jesus: “brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus". (cf. Mt 5,16) , portanto ser modelo para os fiéis não é uma auto-promoção egoísta mas uma forma de incentivo aos irmãos. Como alguém que caminha com o coração indiviso e é chamado a amar a Deus com todas as forças e entendimento, busco empreender todo o meu tempo na evangelização e viver radicalmente as dimensões da minha regra de vida.    

3 – Como você concilia a sua vocação nas suas atividades do dia-a-dia?
Um celibatário que opta em abraçar a vocação é convidado a amar a Deus sobre todas as coisas e ser extensão concreta do amor de Deus a todos, mas principalmente àqueles que mais precisam desse humano amor de Deus. Enquanto vocacionada a viver esse estado de vida e para sentir-me capacitada para amar a humanidade com o coração e a liberdade de Deus se faz necessário a união ao Coração de Jesus, de onde brota esse amor divino à humanidade. Essa união só é estreitada na intimidade da oração.
A vida de oração contínua se dá não apenas na minha oração pessoal, mas em um constante comunicar-se com Deus. Igual a alguém que ama deseja estar sempre em contato com o ser amado, em todas as tarefas e compromissos de evangelização busco estar ligando-me a Ele. Creio também que estar vivendo meu chamado ao Celibato na Comunidade de Vida facilita a união íntima com Deus na oração pessoal, graças ao encontro diário na Adoração.
Na missão, a doação plena é unir-se a Jesus na sua vida pública na Evangelização, unir-se em Seu zelo com as almas e com a qualidade do que é anunciado e de como será anunciado. 

4 – A vivência fraterna na comunidade ajuda no discernimento e modelo de atitudes para a sua vocação?
Sim, pois a vivência com os irmãos desperta o desejo da unidade. Desejosa dessa unidade, busco captar as dificuldades de cada irmão e a carência geral, que é reflexo minimizado de toda a humanidade. Com a mediação e intercessão da Virgem Maria que vem em socorro dizer que não se tem mais vinho e unida ao Cristo buscar apresentar a possibilidade de um vinho novo e tornar-me instrumento de Salvação. Essa missão de ser uma extensão do amor de Deus aos homens que cresce no meu coração indiviso como zelo pela missão Salvífica de Cristo que atualiza todos os dias o desejo cada vez maior de ser conformada a Jesus na fôrma da Virgem Maria.
Experimentar conviver em Fraternidade com casais que santamente se dão em Matrimônio ou que caminham para tal é uma experiência bastante rica para um coração chamado ao indiviso amor a Deus, pois percebo concretamente que meu coração deseja amar ao semelhante com um amor que ultrapassa o desejo de tê-lo para mim.  

5 – Como as virtudes de Nossa Senhora são alicerces para a sua vocação?
Cada um de nós tem sua personalidade, porém todos nós devemos configurar-nos a Jesus. Viver as virtudes da Virgem Maria é essencial para esse processo, pois o mais profundo desejo do celibatário é unir-se ao Amado em tudo, e praticar as virtudes da Mãe de Deus é buscar parecer-se com a criatura que nesta terra teve a graça de mais parecer-se com o Deus Humanado. Como a minha vocação é pelo Reino dos Céus, a Virgem Maria como diz a nossa Santa Igreja, é o nosso ícone escatológico, ou seja, Ela já atingiu a perfeição humana na terra e já no Céu desfruta da glória eterna.  

6 - Que conselhos você daria para as pessoas que tem dificuldade para viver sua vocação ou ainda não definiram seu estado de vida?
Sei que a maioria das pessoas que já caminham pelas veredas do Bom Deus já sentiram o impulso em seu íntimo do que é vontade de Deus para a sua vida.  Porém o medo de abraçar a vocação e/ou de não vivê-la com fidelidade causa repulsa e negação. Deixo como testemunho que: por mais que seja difícil viver a vocação que o Senhor nos chama, a plenitude da felicidade nessa terra só é alcançada se vivermos a nossa vocação. A realização de nossa vocação é experimentar partículas ainda nesta terra da alegria que viveremos eternamente no Céu.


Isabelle de Maria

Membro nível II de vida, vocacionada ao Celibato.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Entrevista: O Namoro na Vocação Discípulos da Mãe de Deus

 1 – Quando vocês descobriram que os planos de Deus nas suas vidas passavam pelo namoro?

AMANDA:
            Sempre senti o desejo de constituir uma família. Sempre me vi tendo filhos, esposo, e me sentindo realizada por isso. Apesar de ter existido uma época em que meu estado de vida foi posto a prova por acreditarem que eu deveria seguir outra vocação (a de celibatária), e apesar do abalo emocional e incertezas que esse fato ocasionou, no fundo sempre acreditei que minha vocação fosse o matrimônio.
            Pra mim, tudo foi confirmado quando nossa fundadora Mara disse em uma pregação, sobre namoro inclusive, a seguinte afirmação: “Deus não demora, capricha!”, e que se a gente ainda não namorava, era porque Deus não estava preparando qualquer coisa pra gente, mas sim estava caprichando. Senti ainda mais uma confirmação, quando ouvi na Canção Nova, durante o terço, uma frase de Santa Terezinha: “Deus não nos dá desejos que ele não possa realizar”. Tomei essas frases como verdade para o meu estado de vida e acreditei que Deus não seria incoerente em me dar um desejo tão grande de constituir uma família e quisesse que eu seguisse a vida celibatária. Então, comecei a esperar em Deus. No tempo certo o meu José apareceria. Foi aí que Eugênio foi se aproximando, fomos nos conhecendo melhor, esperando o tempo de Deus na caminhada e hoje namoramos há um ano e três meses.

2 – Como vocês fazem para se tornar modelo para os outros no seu namoro?
EUGÊNIO

            Procuramos sempre rezar juntos na intenção do nosso relacionamento. A oração é a melhor arma para vencermos as tentações. É também o sustento que temos para melhor compreendermos os valores cristãos e discernir o que convém ou não, nos respeitando mutuamente.  Afinal, precisamos lembrar que o corpo do outro é o templo do Espírito Santo e não podemos brincar com ele como nosso objeto. Por estarmos trabalhando com jovens nas missões da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus, é natural a vivência desses valores, na medida em que buscamos nos tornar modelos “no modo de falar, de viver, na caridade, na fé e na castidade” – como diz nossa palavra fundante.
3 – Como vocês fazem para conciliar o namoro com as suas atividades do dia-a-dia?
AMANDA:
            Uma vez me falaram que quem tem vocação matrimônio é porque precisa do outro para a sua santificação. Dessa forma, é necessário existir uma convivência para se conhecer melhor e nessa caminhada ajudar o outro a crescer e se fortificar na fé, mesmo diante da correria do dia-a-dia.
            Temos várias atividades durante a semana, tanto pessoais quanto conjuntas. Como já foi dito, contudo, é necessário existir esse tempo a sós para o casal se conhecer e crescerem juntos, o que só é alcançado com a convivência. Para nós, chamamos de “dia do namoro”, quando procuramos respeitar sem marcarmos nenhum compromisso extra para termos o nosso tempo.

EUGÊNIO:

É verdade. E do mesmo modo, quando não estamos juntos, procuramos nos respeitar. Há pessoas que agem como se não tivessem namorado quando não estão com eles. Não é assim que deve funcionar. Em todos os ambientes que freqüentamos todos devem saber que temos um compromisso sério de namoro, independente do lugar que estejamos. Afinal, o namoro é uma preparação para o casamento.

 4 – A vivência fraterna na comunidade ajuda no discernimento e modelo de atitudes para a sua vocação?
AMANDA:

            Com certeza. Uma das coisas que Professor Felipe Aquino fala em seu livro “Namoro” é da importância do namoro ser acompanhado, por um padre, pelos pais, ou um formador, para ajudar exatamente no discernimento de atitudes no relacionamento. E a vida fraterna tem nos proporcionado isso. A convivência com outros mais experientes nos ajuda a enxergar o relacionamento de uma maneira mais clara e nos dá maturidade.

EUGÊNIO:

            Além disso, é muito bom saber que existem casais que entenderam o desejo de Deus para eles. Jovens que ignoram as máximas do mundo, as quais imprimem o pecado como se fosse virtude, como se o pecado trouxesse a felicidade tão almejada pela humanidade. Assim, antes de tudo, nós “namoramos” com a comunidade e juntos nos fortalecemos nesse modo de vida, buscando ser modelos na vocação a que formos chamados.

5 - Que conselhos vocês dariam para as pessoas que tem dificuldade para viver o seu namoro ou ainda não definiram seu estado de vida e vocação?
EUGÊNIO:

            Uma vez que Nossa Senhora é o nosso modelo, suas virtudes nos ajudam a termos um namoro mais equilibrado e a aprendermos a mortificar pelo outro, porque um relacionamento é feito de renuncias e só a Mãe para ensinarmos como vivermos a vontade do seu Filho. Nessa media, quando não estamos conseguindo a concordância em algo, temos que pedir a graça de vivermos as virtudes de Maria Santíssima. O melhor conselho que podemos dar é esse: na hora da dificuldade pare e pense: “Como Ela agiria se estivesse no meu lugar?”. Assim, a impaciência dará lugar à paciência; o orgulho dará lugar à humildade; a pureza substituirá a impureza e assim seremos o reflexo de Maria Santíssima para o outro.

AMANDA:

            Como nossa fundadora disse, “Deus não demora, capricha!”. Então, se sua vocação ainda não foi discernida, espere em Deus, pois ele está preparando o melhor pra você e vai infundir no seu coração o desejo de viver profundamente o que Ele te prepara.





Eugênio Maria e Amanda de Maria

Membros nível II e I de Aliança da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus, namoram há um ano e meio sob as bençãos da Comunidade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Entrevista: O Matrimônio na Vocação Discípulos da Mãe de Deus

Como é vivido o Matrimônio na Vocação Discípulos da Mãe de Deus?
1 – Quando você sentiu o desejo de viver a vocação Discípulo da Mãe de Deus na Igreja?
Toda e qualquer vocação, só tem razão de existir se for na Igreja e para a Igreja. É preciso primeiro entender o sentido da palavra VOCAÇÂO. Todas as pessoas tem suas aptidões, suas disposições e talentos, que sendo naturais ou apropriadas só existem por permissão e capacitação Divina. Deus dá a cada um de seus filhos uma habilidade especifica de responder ao seu “chamado” em um determinado “CHÃO” (forma de vida, como um lugar a ser vivida uma experiência, um carisma).

É justamente aí que começa a história de nossa Fraternidade. Tanto eu como César fomos percebendo algo crescendo em nosso coração... Um desejo irreprimível de anunciar as grandezas da Santíssima Virgem e fazer com que outras pessoas se entregassem a Ela pela escravidão de amor, através de encontros e propostas de uma vida voltada para as virtudes de Nossa Senhora...  Mas não tínhamos um CHÃO.
Buscávamos conciliar lugares e adaptar o nosso coração a vivências e a situações já existentes, mas nada saciava a nossa sede. Até que percebemos que Deus mesmo sendo criador, Ele permitia inaugurar uma nova obra através de nossa resposta ao Seu chamado depositando em nós o Carisma (fazer a Virgem Maria mais conhecida e amada).

Compreendemos que o nosso “sim primeiro”, fosse a permissão que Deus esperava para então ser decretada e aprovada por e pela sua Igreja a fundação de  nossa Fraternidade. Pois a partir deste sim, dado em 1º de janeiro de 2004, foi anunciada no altar uma nova experiência até então conhecida no coração do PAI: Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus

2 – Como você faz para se tornar modelo para os outros na sua vocação?
A palavra de Deus, para a nossa Fraternidade está em I Tm 4, 12-16. Entre outras diretrizes fala em ser modelo: “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade.”
A palavra “modelo” pode ser entendida como representação de uma situação ou de uma coisa original e impecável.  Assim, só seremos modelo, se buscarmos copiar a “peça matriz”. É olhando para a Virgem Maria, “peça sem mancha e molde perfeito” e buscando imitá-la, que nos tornamos “modelo Dela” para outras pessoas.
Nossa Senhora é a fonte de nossa inspiração, assim nossas ações estando conforme a vontade da Virgem Maria estará de acordo com a vontade de Deus. Em cada situação da vida, os discípulos da Mãe de Deus devem se perguntar: Como a Virgem Maria faria, ou diria, ou regeria? Quando as pessoas estiverem “copiando” esta nossa ação e porque estão vendo em nós um modelo de santidade. Nosso objetivo é fazer multiplicar as pessoas que em tudo estejam em Maria, por Maria, com Maria e para Maria.

3 – Como conciliar vocação e estado de vida nas atividades do dia-a-dia?
Entendamos que Deus é Criador e tudo o que Ele faz é perfeito, harmônico, não há contradição e nem provoca divisão, nem brigas. Existem coisas que as criaturas podem escolher, pois Deus não nos tirou a liberdade. Posso escolher usar azul ou vermelho, cabelo longo ou curto, pecar ou não.
Estado de vida - Não temos o poder de escolher o nosso sexo. Ter corpo de homem ou mulher só Deus pode determinar. Mas como homem ou mulher, também é Ele que determina os estados de vida, seja o sacerdócio, celibato ou matrimônio.
Vocação - Escolher o local onde vamos usar ou estar como caminho de santidade não está em nós. Isto é também escolha e determinação Divina. Deus dá há cada um, um carisma, um chamado e determina onde vamos professar, ou seja, responder este chamado. Ele é “inteiramente responsável” em criar situações para nos fazer “cruzar” e reconhecer o nosso chamado, a nossa comunidade. Se estamos atentos ou distraídos aos sinais de Deus, é outra coisa...
Particularmente, tenho a convicção que é possível viver os dois chamados com felicidade, sem considerar peso nem um, nem o outro. Foi Deus quem escolheu meu estado de vida no matrimônio e me mostrou que deveria abraçar o caminho da Fraternidade, enquanto vocação. Assim, Deus me dá a capacidade, de com sua graça viver os seus chamados.  Ele jamais me daria um fardo que não pudesse carregar. Ele não me apontaria uma vocação para destruir o meu matrimônio.
Cabe tanto a mim, como aos de qualquer estado de vida da Fraternidade: a clareza nos sentimentos, para discernir os momentos das “renúncias e das missões”; o diálogo que não pode faltar e o equilíbrio, que deve ser constante para saber honrar tanto o estado de vida como a vocação, como presentes de Deus.
É imprescindível saber que como matrimônio, tenho que dar uma hora para tudo. Uma hora para ser fundadora, esposa, mãe, filha e mulher, sem ao mesmo tempo, deixar de ser tudo na Virgem Maria.
Se for em Maria uma boa fundadora, os membros me ajudarão a ser mãe;  se for uma boa esposa, meu marido, “meu fundador” me ajudará a ser fundadora; se eu for uma boa mãe, minhas filhas me ajudarão a viver minha vocação. Se for uma boa filha, todos me verão como modelo. Em resumo, se todos forem preenchidos com amor, não haverá contendas entre eles.

4 – A vivência fraterna na comunidade ajuda no discernimento do estado de vida?
No meio comum das paróquias não se fala tanto na definição dos estados de vida. Se perguntarmos a algum jovem, qual o seu chamado para o estado de vida? Será grande a possibilidade dele não saber o que isto significa. É claro que ele tem uma idéia do que é ser padre ou uma pessoa casada, mas pode não compreender o que seja o celibato.  No Maximo pode dizer... : “ficou pra titia”
È natural o pensamento: Nasce, cresce, reproduz e morre.  Mas será que alguém, pode estar pensando que tanto o padre como o celibatário, não dão frutos?
As pessoas de uma comunidade vêm de lugares e culturas diferentes, cada um traz seus conceitos, preceitos e valores que aprenderam em suas vidas. Se algum tipo de comunidade estiver pensando apenas na vivência fraterna e prazerosa e não estiver voltada para os ensinamentos e verdades da Igreja, esta convivência em vez de ser ponte de salvação poderá ser meio de condenação.  As más influências dos ignorantes podem destruir um chamado de Deus.
Aí está o motivo, a importância e a permanência de tantas pessoas na Fraternidade. Elas vem em busca de formações e testemunhos, pois assim, irão clarear o entendimento do chamado de Deus sobre a forma de se portarem em Maria Santíssima em todos os momentos da vida
Se fosse solteira e tivesse a companhia de outras jovens com chamado também de matrimônio, seria interessante poder sem reservas conversar sobre namoro santo. Se tendo chamado ao celibato, o conforto de olhar para outros na comunidade e neles ver a alegria deste chamado.
Sendo matrimônio o meu estado de vida, a felicidade é grande em poder estar acompanhando fieis e anunciar a grandeza dos casais em serem companheiros e cúmplices.
Quanto é bom é a vivência fraterna em Deus.

5 – Como a vida e o testemunho de Nossa Senhora são alicerces para o seu estado de vida?
Vou falar sobre o chamado de fundação e nossa relação com a Virgem Maria e São José.
Tanto eu como César, somos em potencial, fundadores da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus. Lógico, que ele por ser homem tem suas características e funções, que lhe são inerentes. A Virgem Maria foi fecundada, Ela abrigou o menino Deus em seu ventre. Acreditou primeiro. Mas seria certo dizer que São José não é o Pai de Jesus? Ele também não o abrigou em seu coração e no tempo acreditou no projeto?
Pois bem, eu fui participar de um momento de oração na Comunidade Maria Auxiliadora, e num repouso no Espírito eu fui fecundada com o carisma de fundação. César até então não compreendia este chamado, mas como a Virgem Maria, eu esperava em Deus, que ele também sentisse o chamado, pois somos uma só carne.
E como São José, César também com o tempo, compreendeu que o que estava acontecendo conosco era vontade de Deus. Passado alguns meses, numa celebração de inauguração da gráfica, César que estava fazendo a oração da assembléia, citou a intenção pela Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus. Ou seja, como São José foi ele a dar o nome a recém criança.
Percebemos que entre São José e a Santíssima Virgem não há competições, mas que buscavam, um complementar o outro. É isto que nos esforçamos para estabelecer em nosso matrimônio. Eu tenho o papel de ajudá-lo a copiar as virtudes de São José, mas ele também deve me levar a imitar a Virgem Maria.

6 - Que conselhos você daria para as pessoas que tem dificuldade para viver sua vocação ou ainda não definiram seu estado de vida?
Se uma pessoa diz ter a vocação Discípulos da Mãe de Deus e tem duvida de seu estado de vida, será um processo bem mais fácil de discernimento do que uma pessoa que diz ter duvida na vocação Discípulos da Mãe de Deus e tem certeza de seu estado de vida. A Fraternidade terá autoridade naquelas pessoas que Deus derramar o carisma. Ou seja, quem não for Discípulo, terá dificuldade em compreender as diretrizes da Fraternidade.
Nenhum individuo chega com total certeza de sua vocação e estado de vida. Estes vão se confirmando com o tempo. Assim, minha sugestão é docilidade ao Espírito Santo e não espere que seja o fundador a determinar o chamado de Deus. A comunidade apenas coloca caminhos a serem seguidos mediante resposta do fiel a vontade do Altíssimo.





César Mariano e Mara Maria
Fundadores da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Agosto: Especial Vocações

 por Mônica Mariana


            No mês dedicado as vocações, clamamos a intercessão da nossa Rainha, a Virgem Maria para que nos auxilie no discernimento de nossa vocação. Através de partilhas e formações de nossos membros, esperamos ajudá-los a compreender e perceber o seu chamado a viver a Vocação Discípulos da Mãe de Deus, ou uma vocação na Igreja.

 Teremos formações semanalmente obedecendo a respectiva ordem:
- Matrimônio
- Celibato
- Sacerdócio

            E ainda um bônus sobre o tempo do Namoro, e entrevistas com membros de nossa Fraternidade que vivem o seu estado de vida na Vocação Discípulos da Mãe de Deus.

Totus Tuus!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Entrada de membros e mudança de nível

por Mônica Mariana

No último sábado 16, dia de Nossa Senhora do Carmo a Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus acolheu novos membros. Em solenidade presidida pelo Pe. Luís Paulo, foram admitidos nesta Fraternidade: Anna Heloíse de Maria, Lindemberg Mariano, Dayane Maria e Margarida Maria. Mudaram de nível 1 para nível 2 professando votos temporários por um ano: Heloísa Mariana, Jhonatam Mariano, Maxcielly Maria e Mônica Mariana. Houve ainda a admissão para a comunidade de vida, Mônica Mariana após a experiência de seis meses foi admitida como tal.

O Pe. Luís Paulo e Felipe (filho de membros da comunidade) se consagraram a Virgem do Carmelo neste dia.
Nossa alegria em Deus e Maria Santíssima pelos novos membros e novos consagrados! Peçamos a Virgem Santa a graça da fidelidade desses filhos que a Ela se consagraram totalmente.

Novos membros da Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus

Mudança de nível 1 para nível 2
Pe. Luís Paulo e Felipe, novos consagrados

Admissão para à comunidade de vida


Para conferir as fotos na íntegra, clique no link: Solenidade de Nossa Senhora do Carmo

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Aniversário de sacerdócio do nosso Arcebispo

por Mônica Mariana

          Em comunhão com toda a Igreja particular de Natal, a Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus estará presente na solenidade do Aniversário de Sacerdócio do nosso estimado Arcebispo. A solenidade acontecerá na Catedral, às 16h. 
           À noite as atividades serão realizadas normalmente em nossa Casa de Formação.
          
Viva o nosso Pastor!

Alterações nas atividades da Casa de Formação

por Mônica Mariana

            Não haverá atividade em nossa Casa de Formação no próximo domingo dia 17, em virtude da solenidade de Nossa Senhora do Carmo que acontecerá na Casa de Retiro no dia 16, às 16h.
             Retornaremos com as atividades normalmente na terça-feira, com a Santa Missa iniciando às 19h e logo em seguida uma formação aberta.

"De Maria nunquam satis..."

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Solenidade de Nossa Senhora do Carmo

por Isabelle de Maria


A Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus convida a todos para participarem da Solenidade de Nossa Senhora do Carmo, na qual haverá entrada de membros que começarão a caminhar na instituição e mudança de nível com profissão de votos. A Missa será na nossa Casa de Retiro, no dia 16 de julho (Solenidade de N. Sra. do Carmo) às 16h.

Haverá junto com a mudança de nível, entrada para a Comunidade de Vida, profissão de primeiros votos e renovação de votos.

Venha participar conosco, celebrar junto a Fraternidade a solenidade da Virgem do Carmo.

3° Arraiá da Mãe de Deus

por Isabelle de Maria


A Fraternidade Discípulos da Mãe de Deus promove o 3° ano do Arraíá da Mãe de Deus. Se realizará na Casa de Retiro Discípulos da Mãe de Deus no dia 16 de julho, às 19h. A entrada para o "Arraial" é franca.

Teremos a Barraca das Gostosuras com comidas típicas e tudo mais, quadrilha improvisada, forró e muita Vida Fraterna.

Venha participar! Você é filho de Deus e da Virgem Maria? Então está convidado!

domingo, 3 de julho de 2011

Fundadores comemoram Bodas de Porcelana

por Mônica Mariana

No último dia 02 nossa Fraternidade se alegrou com a comemoração dos 20 anos do matrimônio dos nossos fundadores, César e Mara. Em celebração presidida pelo nosso arcebispo Dom Matias, e co-celebrada pelo Pe. João Medeiros, Diáconos Haroldo e Marcos, reuniram-se familiares, amigos do casal e ainda os membros da Fraternidade agradeceram ao Senhor pela união desse casal.

Foi transmitida ainda a chama de amor, uma promessa da Santíssima Virgem aos seus fiéis devotos. Tal sacramental marcou a caminhada espiritual dos fundadores.

Gratidão pelo sim dos senhores, nosso serviço e doação para que o Carisma seja anunciado até os confins do mundo!

“Nos coraçães onde se acender a Chama de Amor será impresso um selo. Os marcados com este selo serão salvos: Estes povoarão os novos Céus e a nova Terra”.


César e Mara, fundadores da Fraternidade